Comunidades Terapêuticas

O processo terapêutico de um toxicodependente implica, geralmente, a passagem de duas fases diferentes:

I. O parar com os consumos tóxicos, suportando o conjunto de sintomas psíquicos e por vezes físicos provocados pelo sindroma de privação.

II. O reaprender a viver sem droga, reencontrando o interesse e o prazer de viver.

Destas fases, a segunda é de longe a mais demorada e a mais difícil, e é por isso que existem muitas recaídas.

Reaprender a viver exige para muitos, um apoio especial, que nem sempre é possível encontrar no local de vida habitual do toxicodependente, quer pelo isolamento a que conduziu a sua vida, quer pelas relações doentias que mantém, quer pelas solicitações demasiado próximas e frequentes que não permitem criar, nem uma distância em relação ao tóxico, nem outros pólos de atracção saudáveis.

Assim, pode ser necessário e benéfico complementar o tratamento iniciado em regime ambulatório com o internamento prolongado em Comunidade Terapêutica.

A admissão nas Comunidades Terapêuticas de Ares do Pinhal pressupõe uma preparação e um apoio psicoterapêutico prévio, e a avaliação da candidatura é feita por um médico psiquiatra de Ares do Pinhal, em entrevista anterior à admissão. São aceites utentes com duplo diagnóstico e com terapêutica de substituição (metadona ou subutex).

 

As Comunidades

Projecto com a duração média global de 12 meses, constituído por três fases, a que correspondem três casas em locais distintos:

 

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Fase
Duração Média
Localização
Lotação Máxima

1ª Fase

Adaptação/Estabilização

3 meses

Chão de Lopes (Mação)

14 residentes

2ª Fase

Internalização/Ressocialização

6 meses

Aldeia de Eiras (Mação)

18 residentes

3ª Fase

Reinserção

3 meses

Rinchoa (Sintra)

23 residentes

4ª Fase

Apartamento Terapêutico**

5 meses

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*Nesta 3ª fase, existem várias valências focadas na formação e na procura de emprego, nomeadamente através de parcerias com o CRVCC e com o IEFP, e de clube do emprego com técnicas de aptidão social, pretendendo-se que todos os utentes tenham alta da Comunidade Terapêutica com a situação laboral definida.

 

**Fase de reinserção sócio-laboral, pressupõe que os utentes mantenham uma actividade laboral ou formativa, mantendo um enquadramento terapêutico.